Interações do homem com o meio ambiente

Interações do homem com o meio ambiente
BIOLOGIA
Iniciaremos uma abordagem objetiva do cotidiano das relações do homem com a natureza, assim buscaremos alinhar os conceitos e (pré)-conceitos adquiridos sobre os temas ambientais, alinhando os termos de nossas ações diárias. É importante deixar claro que a nossa maior dificuldade é compreender como é possível uma interação ou iteração como queiram dizer sobre as atividades humanas, em especial as atividades econômicas, com o meio ambiente. Capra faz alusões sobre as Conexões Ocultas chegando a alguns termos muito interessantes como ecobetização que tem como objetivo desenvolver a Alfabetização Ecológica.

A inteligência humana é abordada por Goleman em seus livros e faz uma abordagem muito interessante sobre as questões ambientais no nosso dia a dia, descrevendo o preço oculto do que compramos em Inteligência Ecológica: Algum tempo atrás eu fiz uma compra por impulso, um carrinho de corrida amarelo brilhante de madeira, uma bola verde no lugar da cabeça do motorista e quatro discos pretos colocados nas laterais, fazendo as vezes das rodas. O preço do brinquedo foi de apenas US$ 1. Comprei-o para meu neto de 18 meses, achando que ele iria adorar. Depois que cheguei em casa com o carrinho, por acaso li que, como o chumbo na tinta faz as cores (particularmente o amarelo e o vermelho) parecerem mais brilhantes e durarem mais – além de custar menos do que as alternativas -, os brinquedos baratos têm mais probabilidade de conter essa substância. Foi então que li uma matéria relatando que um teste realizado com 1.200 brinquedos retirados das prateleiras das lojas – inclusive da cadeia na qual eu havia comprado o carrinho – revelou que um grande percentual continha vários níveis de chumbo. Não tenho a menor ideia se a tinta amarela brilhante do carrinho contém ou não chumbo, mas tenho certeza de que, uma vez que chegasse às mãos de meu neto, a primeira coisa que ele faria seria levá-lo à boca. Hoje, meses depois, o carrinho continua em cima da minha mesa; nunca cheguei a dá-lo a meu neto (GOLEMAN, 2009).

A proposta de apresentar o ambiente (meio ambiente) através de produtos do nosso cotidiano, que causam dano à saúde humana, tem o objetivo de tocar você e fazê-lo a pensar sobre nossa proximidade com o meio ambiente. Se Goleman tivesse iniciado seu relato falando sobre o dano à saúde humana que o chumbo pode causar, talvez não fosse tão impactante, mas como começou o relato falando do caso concreto que aconteceu com seu neto... é impossível não refletir a respeito. Atualmente estamos mobilizados por diversas matérias em prol do meio ambiente, discussões relacionadas ao aquecimento global, extinção de animais e poluições urbanas e rurais.

A descoberta mais importante dos dois últimos séculos é a de que estamos todos juntos num mesmo experimento frágil, vulnerável aos acontecimentos, ao julgamento equivocado, à visão estreita, à ganância e à má-fé. Apesar de separados em nações, tribos, religiões, etnias, línguas, culturas e políticas, nós estamos todos juntos numa aventura que se iniciou em épocas imemoriais, mas que no futuro não irá além da nossa capacidade de reconhecer quem somos – como definiu Aldo Leopold – membros e cidadãos plenos da comunidade biótica (CAPRA, 2006).

Existe a possibilidade de termos adquirido, durante a longa gestação humana, uma afinidade com a vida, a terra, a água, o solo e o lugar, tudo aquilo que o ecólogo americano Edward O. Wilson chama de “biofilia”. (CAPRA, 2006).

O termo inato é usado para significar que essa ligação emocional deve estar nos nossos genes, ou seja, tornou-se hereditária, provavelmente porque 99% da história da humanidade não se desenvolveram nas cidades, mas em convivência íntima com a natureza.

Talvez a Biofilia ajude a explicar o surgimento de algo que está começando a aparecer muito com um despertar ecológico mundial. A transição global para sistemas de energia solar e eólica já teve início. A agricultura e silvicultura sustentáveis vêm ganhando terreno. A arte e a ciência da construção de moradias eficientes do ponto de vista energético estão florescendo. As possibilidades de tornar a produção e a tecnologia semelhantes aos sistemas naturais são revolucionárias. (CAPRA, 2006).

A ciência do saneamento e recuperação ecológica fez grandes progressos. E as carreiras mais promissoras conhecidas acrescentaram a palavra “ambiental”: nas áreas como engenharia, design, planejamento, medicina, administração, direito, jornalismo, educação, agricultura, desenvolvimento, entre outras.

Estamos em uma corrida entre a educação e a catástrofe. Essa disputa será decidida em todos os lugares, incluindo as salas de aula, que estimulam a imaginação ecológica, o pensamento crítico, a consciência das interligações, o pensamento independente e os bons sentimentos. Esse pensamento foi iniciado por Herbert George Wells.

Desde o homo sapiens, a interação entre a atividade humana e o meio ambiente foi fator dominante na modelagem de um pelo outro. Quando esta atividade, por força da sua organização, começa a merecer o nome de empresa, ela torna-se inevitavelmente um elo essencial na cadeia de equilíbrio do meio ambiente como um todo.

Fica evidente a relação, quando o homem começou a dominar o fogo e a agricultura, após a domesticação de plantas e animais, deixando de ser nômade para se tornar sedentário. Desta etapa podemos afirmar que a busca do equilíbrio das ações humanas com o meio ambiente vem evoluindo na busca de eliminar os problemas e potencializar a harmonia das relações.

Os fatos históricos podem ser observados e destacados aqui, para mostrar que os problemas ambientais não são apenas de hoje. A atividade econômica agroalimentar do Egito de Ptolomeu foi o celeiro de grãos de Roma, até a queda do Império Romano. Antes de Assuã, o delta do Nilo não era suficiente para alimentar o Egito contemporâneo sozinho.

As florestas das ilhas mediterrâneas, e depois as da região de Provence, supriram uma indústria naval que, desde Péricle até Luís XIV, passando por Isabel a Católica, assegurou a prosperidade dos artesãos de seus estaleiros navais e, logo que estas florestas deixaram de ser administradas de maneira responsável, ocorreu a destruição quase completa do meio ambiente. (BACKER, 1996)

De tanto querer defender ou atacar o meio ambiente, de promover confronto entre um ecossistema industrial e um ecossistema natural, irrefletidamente esquecemos que se trata do mesmo ecossistema, que, a partir de agora, deve ser administrado de maneira responsável. (BACKER, 1996).

A dialética de ataque e de ataque/defesa entre os industriais poluidores e os defensores da natureza provavelmente vai continuar, o que naturalmente fez com que o empresário incluísse o fator ambiental na sua gestão, sendo obrigado e pressionado pelos apelos (defesas) do mercado e dos padrões mundiais.

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