Cuidados Durante A Gestação

Cuidados Durante A Gestação
MEDICINA
Já nos primeiros dias de gestação, o corpo da mulher modifica-se, para oferecer segurança, conforto e saúde ao embrião.
Por isso, a gestante precisa se preocupar com sua saúde, garantindo proteção e desenvolvimento para o bebê que está gerando.

Veja alguns cuidados que podem proporcionar uma gravidez mais tranquila:

ALIMENTAÇÃO ADEQUADA


A gravidez exige mudanças importantes na rotina alimentar da mulher. Uma alimentação saudável e equilibrada é recomendada para qualquer pessoa, especialmente para uma grávida, que provê, através de seu organismo, os nutrientes essenciais para o desenvolvimento do feto.

Ao contrário do que costumamos pensar, as grávidas não devem “comer por dois”, pois, mais importante do que a quantidade, é a qualidade dos alimentos ingeridos.

Com uma alimentação correta e balanceada, o aumento natural de peso, para a maioria das gestantes, é de, aproximadamente, 13 kg, dos quais 0,9 a 1,8 kg acontecem até o final do primeiro trimestre e, depois, o aumento médio é de 450 gramas por semana.

É importante alimentar-se com equilíbrio, várias vezes ao dia, em intervalos regulares, seguindo orientações do médico e de uma nutricionista. Como na alimentação habitual, é necessário alguns cuidados, pois o alimento mal cozido ou mal lavado, pode provocar doenças transmissíveis ao bebê.

Portanto, procure:

- Cozinhar bem os alimentos;

- Quando consumidos crus, os alimentos devem ser muito bem lavados;

- Ingerir muita água (cerca de 1,5 litros) e leite, devido às exigências de cálcio do bebê;

- Evitar a gordura da carne, de preferência, eliminando toda a gordura aparente;

- Evitar o sal e alimentos muito condimentados.

Deve-se evitar ainda:

- Excesso de doces, bolos ou qualquer outro alimento que contenha muito açúcar;

- Carne mal passada (risco de toxoplasmose – doença causada por um parasita presente na urina e fezes de animais, que pode causar sérios riscos à gestação, como abortamentos e nascimentos prematuros, entre outros problemas);

- Marisco (risco de salmonelas – doença transmitida por bactérias presentes em carnes de gado, aves, ovos e leite);

- Café, chá, bebidas com gás e álcool;

Por outro lado, os seguintes alimentos são ricos em nutrientes para uma boa alimentação:

- Proteínas: carnes, ovos, leite, feijão, soja, ervilha e lentilha;

- Cálcio: leite, queijos, iogurtes e alguns peixes;

- Ferro: fígado de boi, carne vermelha, aves, ovos, espinafre, brócolis, couve, feijão e lentilha;

- Ácido fólico: feijão, lentilha, grão-de-bico, brócolis, couve, espinafre, aspargo, couve-flor, ovos, beterraba, laranja e abacate;


EVITANDO DESCONFORTOS

A gravidez provoca uma série de transformações no corpo da mulher, tanto físicas quanto orgânicas. A aparência e as sensações tornam-se completamente diferentes das quais ela estava acostumada. Vivenciam, portanto, inúmeras experiências novas. Nosso intuito não é assustar as gestantes, e sim, apresentar-lhes os possíveis desconfortos naturais dessa fase. O médico, ciente dos sintomas, deverá tranquilizar a paciente, oferecendo-lhe alternativas para minimizá-los.


Desconforto físico

O peso extra carregado por uma gestante, certamente causará alguns desconfortos. Os 13 kg adquiridos pressionam a região abdominal, refletindo nos quadris, pernas e demais órgãos mais próximos.

Geralmente, perto da vigésima semana, são naturais as dores na região do abdômen, provocadas pelo estiramento dos ligamentos que sustentam o útero. Também podem ocorrer dores na parte frontal da coxa, devido aos nervos que a ligam ao quadril. Para melhorar tal sensação, recomenda-se deitar e repousar por alguns minutos.

Outro possível sintoma é a constipação, ou seja, a dificuldade para evacuar, que pode causar as hemorroidas. Uma mudança na dieta, através do aumento do consumo de fibras e frutas, pode auxiliar; porém, em alguns casos, faz-se necessário o uso de laxantes. De qualquer forma, o médico deve orientar sobre o melhor tratamento.

Não esqueça dos inchaços nas pernas. Este é um desconforto clássico, que atinge, praticamente, todas as mulheres grávidas, e que surge quando o final da gestação coincide com as épocas mais quentes do ano. Especialmente no terceiro trimestre, o útero pressiona as veias, causando inchaço e, também, varizes. Em muitos casos, torna-se impossível o uso de sapatos fechados, e faz-se necessário elevar as pernas para aliviar a pressão.

Além disso, é possível que a gestante sinta dor nas costas, que ocorre devido à mudança na postura, causada pelo crescimento do abdômen. A postura pode ser corrigida através de um bom programa de exercícios, para fortalecer os músculos das costas e do abdômen.


Desconforto no organismo

As alterações hormonais podem provocar certos desconfortos, como enjoos, náuseas, vômitos e azia. Disponibilizamos algumas dicas para contornar tais sensações desagradáveis:

Náuseas e vômitos:

- Escolher os alimentos de que mais goste, dentro do cardápio recomendado;

- Fazer refeições pouco abundantes, com intervalos de duas a três horas (incluindo um lanchinho antes de deitar-se, ou durante a noite);

- Comer pão ou bolachas sem açúcar, antes de levantar;

- Não ingerir alimentos com elevado teor de gordura ou muito temperados;

- Preferir frutas, cereais e batatas;

- Ingerir os alimentos em temperatura ambiente;

- Evitar escovar os dentes logo após as refeições;

- Evitar cheiros fortes de alimentos, perfumes ou qualquer outro odor que lhe pareça desagradável;


Azia:

- Fazer refeições pouco abundantes, com intervalos de duas a três horas;

- Comer lentamente, em ambientes calmos e agradáveis;

- Evitar alimentos com elevado conteúdo de gordura, ou muito condimentados;

- Ingerir líquidos, sobretudo nos intervalos das refeições;

- Evitar inclinar-se após as refeições;

- Elevar a cabeceira da cama;

- Evitar comer ou ingerir líquidos antes de deitar, exceto água;

- Não utilizar antiácidos sem consultar o médico.


A IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL

O pré-natal é a assistência física, psicológica e emocional, voltada para a mulher, a partir do momento em que ela engravida, bem como ao feto, desde o início da gestação.

Pelo pré-natal, o médico poderá acompanhar o desenvolvimento do bebê, através de exames como o ultrassom, realizando diagnósticos e tratamentos de possíveis doenças preexistentes.

Tal acompanhamento evitará qualquer alteração na saúde da mãe ou da criança, através de intervenções medicamentosas ou alimentares que garantirão a segurança de ambos.

Por ser um período delicado para a mulher, em que convive com dúvidas e medos, o pré-natal proporciona apoio psicológico e emocional, como orientação e auxílio, para que ela aproveite as sensações agradáveis da gravidez, de maneira mais segura e tranquila.

No início do pré-natal são realizados alguns exames, como hemogramas, testes de glicemia, grupo sanguíneos, fezes, urina, entre outros. Atualmente, com o avanço da tecnologia, já é possível diagnosticar patologias cromossômicas, como a Síndrome de Down.

O acompanhamento do pré-natal, no início da gestação, é feito uma vez por mês e, com o passar das semanas, as consultas são realizadas em intervalos menores, de acordo com a orientação do médico.

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