2 a 7 anos de idade - Período Pré-operatório

2 a 7 anos de idade - Período Pré-operatório
PEDAGOGIA

Um dos fatos marcantes da primeira infância remete-se ao surgimento da linguagem. A partir dela a criança apropria-se da expressão verbal mais eficaz em sua comunicação. É o estágio da inteligência simbólica. A criança terá, a partir desta fase, a capacidade de narrar fatos, representar situações já vividas ou futuras e interagir socialmente com instrumentos comunicativos mais esquematizados.

Esse período possui, de acordo com Goulart (1987, p. 23), subdivisões:

• De 2 a 4 anos: aparecimento da função simbólica por meio da linguagem, do jogo e da imitação. A criança constrói conceitos a partir das experiências visuais concretas.
• De 4 a 5 anos e meio: ela “calcula” sua realidade por meio de perguntas sucintamente elaboradas: Onde? Como? Por quê? E suas respectivas respostas. É o início da famosa fase dos “PORQUÊS”! Dessa forma, ela inicia a construção de significados do que se passa ao redor, de situações e fenômenos a serem compreendidos. É um período rico em descobertas, em relação à etapa anterior, podendo-se observar que a criança apresenta traços marcantes e peculiares.
• De 5 anos e meio a 7 anos de idade: a criança elabora e organiza seu mundo por intermédio de esquemas padrões de respostas para eventos que ainda não possui subsídios para compreender e explicar.

O egocentrismo é visualizado pelo aparecimento do “animismo”, “artificialismo” e “finalismo”. O animismo caracteriza-se pela tendência da criança de dar vida, animar objetos, astros da natureza e os próprios componentes da natureza em geral. Habitualmente aparece um solzinho ou uma casa desenhada, portando um par de olhos, boca, nariz... Podemos observar também sua manifestação quando algum objeto machuca a criança e esta passa a culpá-lo pelo seu feito.

Nesta fase os objetos possuem ânimo e intenção para a criança, e esta lógica se configura de acordo com a utilidade do objeto ou ser: “a lâmpada que acende, o forno que esquenta, a lua que dá claridade” (Piaget, 1997, p. 31), ou seja, a vida dada é em função de algo feito por estes objetos, significando “claramente” que eles possuem vida tanto quanto os humanos, visto que executam funções, tanto quanto estes.

O artificialismo, por sua vez, é a propensão da criança em atribuir a um personagem humano a origem de tudo, como a origem natural dos elementos da natureza, que os adultos direcionam para a imagem do “Papai do Céu”. O finalismo é a fase caracterizada pela tendência que a criança possui de direcionar os eventos e explicá-los a partir de sua existência. Ou seja, os objetos e pessoas existentes em determinadas situações têm a finalidade de servi-la.

A cada avanço maturacional, suas perguntas elaboradas se aprimoram e tornam-se mais complexas, de acordo com a melhor compreensão do que ocorre ao seu redor. Na fase pré-escolar, a criança ainda não discrimina os detalhes, as “miudezas” dos fatos e acontecimentos. Assim, torna-se fácil ser levada a acreditar apenas no que enxerga, nas evidências aparentes.

É nesta fase que usamos a experiência de mostrar para a criança algum conteúdo (em mesma quantidade) em recipientes ou formas diferentes. A criança, ao ser questionada da possibilidade do conteúdo ter a mesma quantidade em recipientes diferentes, lança uma resposta negativa, baseada na sua experiência visual.

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