Características Determinantes da Identidade Surda

Características Determinantes da Identidade Surda
PEDAGOGIA

Para que haja uma compreensão melhor e domínio do vocabulário é importante que tenha contato com os surdos, assista os vídeos no YouTube. Geralmente nesses vídeos eles falam sobre as comunidades surdas e os acontecimentos entre eles.
Nessas comunidades serão vistas as características determinantes da identidade surda.

Segundo Perlin (1998), as identidades podem ser definidas como:

Identidade Flutuante: na qual o surdo se espelha na representação hegemonia do ouvinte, vivendo e se manifestando de acordo com o mundo ouvinte;

Identidade Inconformada: na qual o surdo não consegue captar a representação da identidade ouvinte, hegemônica, e se sente numa identidade subalterna;

Identidade de Transição: na qual o contato dos surdos com a comunidade surda é tardio, o que faz passar da comunicação visual-oral (na maioria das vezes truncada) para a comunicação visual sinalizada – o surdo passa por um conflito cultural;

Identidade Híbrida: reconhecida nos surdos que nasceram ouvintes e se ensurdeceram e terão presentes as duas línguas numa dependência dos sinais e do pensamento na língua oral;

Identidade Surda: na qual ser surdo é estar no mundo visual e desenvolver sua experiência na Língua de Sinais. Os surdos que assumem a identidade surda são representados por discursos que os veem capazes como sujeitos culturais, uma formação de identidade que só ocorre entre espaços culturais surdos;

Cada identidade se fortalece quando os mesmos se relacionam com os seus pares. E é vista também como multiculturalismo.
A partir do momento em que compreendemos essa diversidade de identidade, deve ser observado que tipos de comunicações que esses indivíduos fazem uso e assim estabelecer uma comunicação mais adequada.

Falar e sinalizar junto não são a melhor forma de se comunicar com a pessoa surda, às vezes nós ouvintes pensamos que estamos ajudando, mas na verdade tornamos a comunicação mais confusa. Pois o indivíduo não sabe se olha para os seus lábios ou para suas mãos.

Vamos ver o que Sacks diz sobre isso:
Há uma compreensão de que algo deve ser feito (diante do oralismo): mas o que? Tipicamente, usando os sinais e a fala permita aos surdos se tornarem eficientes nos dois. Há outra sugestão de compromisso, contendo uma profunda confusão: uma linguagem intermediária entre o Inglês e o sinal ( ou seja, o Inglês e o Sinal Sinalizado). Essa confusão vem de longa data – remonta aos “ Sinais Metádicos” de De L´Epée, que foram uma tentativa de expressão intermediária que o Francês e o Sinal. Mas, (...) não é possível efetuar a transliteração de uma língua falada em Sinal palavra por palavra, ou frase por frase - as estruturas são essencialmente diferentes. Imagina-se com frequência, vagamente, que a língua de sinais é Inglês ou Francês: não é nada disso; é ela própria, Sinal. Portanto, o “ Inglês Sinalizado”, pois não precisa de nenhuma pseudo língua intermediária. E, no entanto, os surdos são obrigados a aprender sinais não para ideias e ações que querem expressar, mas pelos sons fonéticos em Inglês que não podem ouvir. ( Sacks, 1990;p.47) .

Esta é uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, ela tem sido utilizada como fonte de pesquisa aqui no Brasil. E, em um contexto geral encontrar a melhor Proposta para a Educação de Surdos. Podemos notar algumas diferenças, temos visto mais surdos hoje do que antigamente. Isso se dá ao Bilinguismo ou Multiculturismo e as oportunidades que os surdos estão tendo. O Bilinguismo faz com que o surdo faça parte do mundo dos ouvintes. Sánchez tem algumas palavras para concluir isto.

Mas que não se percam os esforços. A inauguração de uma nova etapa histórica não significa que todos os problemas estejam resolvidos. Em seguida se verá a realidade e funcionamento do modelo bilíngue, se apreciarão seus alcances e suas limitações, e novos conhecimentos sustentarão os atuais, mostrando suas insuficiências e seus erros. O modelo bilíngue tende a ser aperfeiçoado e, eventualmente, superado. Mas neste processo que se inicia temos os surdos como protagonistas e poderemos dialogar com eles num plano de igualdade, unidos por vínculos solidários na construção de um futuro melhor para todos. A prepotência, a segregação e o desprezo serão coisa do passado, e “não terão uma segunda oportunidade sobre a terra”. Sánche( 1990;p,173).

Fica aqui uma reflexão para os ouvintes: Uma preparação para os profissionais que atuarão direta e indiretamente na vida dos surdos.

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