Neurotransmissão no sistema nervoso autônomo

Neurotransmissão no sistema nervoso autônomo
PSICOLOGIA

Uma das principais diferenças entre os nervos simpáticos e parassimpáticos está nas fibras pós-ganglionares, que secretam diferentes neurotransmissores. O neurotransmissor secretado pelos neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático é a acetilcolina, razão pela qual esses neurônios são chamados colinérgicos. A acetilcolina no SNP( sistema nervoso parassimpático) atua sobre receptores muscarínicos e nicotínicos.

Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam principalmente noradrenalina, razão por que a maioria deles é chamada neurônios adrenérgicos. As fibras adrenérgicas ligam o sistema nervoso central à glândula suprarrenal, promovendo aumento da secreção de adrenalina, substância que produz a resposta de "luta ou fuga" em situações de stress. A noradrenalina e a adrenalina atuam sobre receptores Alfa e Beta.

Todos os neurônios pré-ganglionares são colinérgicos, tanto os do SNA Simpático como os do Parassimpático, portanto, a acetilcolina, ou substâncias semelhantes a ela, quando aplicadas ao gânglio excitarão tanto os neurônios pós-ganglionares do Simpático como do Parassimpático.

Curiosamente, alguns neurônios pós-ganglionares simpáticos em vez de secretarem noradrenalina, secretam acetilcolina (Ach) como é o caso da inervação das glândulas sudoríparas e dos vasos sanguíneos da musculatura esquelética, cujos receptores são muscarínicos. Também, neste caso, são co-transmitidos o VIP (peptídeo intestinal vasoativo) ou o peptídeo associado ao gene da calcitocina. Nos receptores muscarínicos dos vasos sanguíneos, a Ach causa vasodilatação, estimulando as células endoteliais a produzirem fatores que causam o relaxamento muscular, como consequência da vasodilatação.

A glândula suprarrenal e o SNS (sistema nervoso simpático)

As células cromafins da medula da suprarrenal são neurônios pós-ganglionares sem axônios. Quando o SNA simpático é estimulado, estas células secretam 80% de adrenalina e 20% de noradrenalina, diretamente na corrente sanguínea. A medula adrenal funciona, desta maneira, como uma glândula neuroendócrina, tornando a ação simpática mais difusa e prolongada.

Síntese, armazenamento, liberação e inativação dos neurotransmissores do SNA

Síntese da Noradrenalina e Adrenalina

A tirosina é transportada por um transportador ligado ao Na+ para o axoplasma do neurônio adrenérgico, onde é hidroxilada a diidrofenilalanina (DOPA) pela tirosina hidroxilase. Essa é a etapa limitante da velocidade de síntese de noradrenalina e adrenalina.

A dopamina é transportada para o interior das vesículas por um sistema transportador de aminas, que também está envolvido na recaptação de noradrenalina pré-formada. A dopamina é hidroxilada para formar a noradrenalina pela enzima dopamina-β-hidroxilase. Na medula da suprarrenal, a noradrenalina é metilada em adrenalina.

Liberação de noradrenalina

A chegada do potencial de ação no botão sináptico inicia a entrada de cálcio do meio extracelular para o axoplasma. O aumento de cálcio causa fusão das vesículas com a membrana celular e liberação do seu conteúdo na sinapse.
A noradrenalina liberada das vesículas se difunde pelo espaço sináptico e se liga aos receptores pós-sinápticos no órgão efetor ou a receptores pré-sinápticos no terminal nervoso.

Remoção da noradrenalina da fenda sináptica

A noradrenalina pode:
a) difundir-se para fora da fenda sináptica e cair na circulação sanguínea;
b) ser metabolizada pela catecol-orto-metil-transferase (COMT);
c) sofrer recaptação neuronal por um sistema de transporte que bombeia a noradrenalina de volta para o neurônio;
d) alternativamente, a noradrenalina pode ser oxidada pela MAO (mono-amino-oxidase), presente na mitocôndria neuronal.

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