Insulficiência Renal Aguda em Pequenos Animais

Insulficiência Renal Aguda em Pequenos Animais
VETERINARIA
Insuficiência Renal Aguda (IRA) é uma síndrome caracterizada pelo aparecimento súbito de insuficiência hemodinâmica, da filtração e excreção dos rins, com acúmulo de toxinas metabólicas e falta de regulação do equilíbrio hídrico, eletrolítico e ácido-básico.

A IRA é decorrente de uma agressão tóxica ou isquêmica aos rins, que na maioria das vezes causa lesão nas células renais metabolicamente ativas dos túbulos proximais e do ramo ascendente espesso da alça do néfron, prejudicando o equilíbrio de água e solutos. embora as apresentações clínicas da IRA e IRC sejam semelhantes, é de suma importância que o profissional realize a distinção entre ambas afecções, afim de efetuar o tratamento adequado em que a IRA é potencialmente reversível quando tratada de maneira correta e em tempo hábil por um Médico Veterinário.

O grande fluxo sangüíneo renal, aproximadamente 20% do débito cardíaco, resulta em liberação elevada de sustâncias tóxicas oriunda do sangue para os rins.

O córtex renal recebe cerca de 90% do fluxo sangüíneo, logo recebe maior quantidade de substâncias tóxicas, tornando-se mais vulnerável a lesão, as nefrotoxinas são as causas mais comuns de IRA em cães e gatos muitas são as substâncias potencialmente nefrotóxicas, como AINE`s como piroxicam e fenilbutazona, antibióticos aminoglicosídeos (desta classe, em especial a gentamicina), metais pesados como chumbo e mercúrio, compostos orgânicos como pesticidas, herbicidas e etilenoglicol, além de pigmentos como hemoglobina e mioglobina.

Os sinais compatíveis com uremia relatados na anamnese, os quais geralmente incluem inquietação, depressão, fraqueza, anorexia, vômito e diarréia. Já um histórico de perda de peso, poliúria, polidipsia, isostenúria, além de exames que comprovem algum tipo de insuficiência renal preexistente, sugerem insuficiência renal crônica primária.

A IRA ocorre em questão de horas a dias após exposição a um agente agressor, denotando a importância de questionar ao proprietário o possível contato do animal com produtos ou drogas nefrotóxicas e ainda avaliar algumas condições que possam ter levado a uma agressão renal, como hipovolemia, sepse, hemólise, redução do débito cardíaco, trombos entre outras.

Caso haja histórico do animal ter entrado em contato com substâncias potencialmente nefrotóxicas, é indicada a indução ao vômito e lavagem gástrica para diminuir a absorção de tais substâncias recém ingeridas. Além disso, a utilização de adsorventes além da instituição da fluidoterapia, de forma correta.

Diego Moreira da Silva
Possui graduação em medicina veterinaria pela Universidade Paranaense (2009). Curso de curta duração em Urgências e Emergências na Clínica Veterinária. Experiência em clinica médica e cirurgica de pequenos animais. Curso de curta duração em Zoonoses. Curso de curta duração em Medicina e Conservação de Animais Selvagens.
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