Níveis e Leis de Cura

Níveis e Leis de Cura
VETERINARIA

Aquele que se entrega à Filosofia Homeopática, só conseguirá êxito e satisfação, se seguir com disciplina seus conceitos. Os grandes operários da Doutrina deixaram um caminho bastante claro para ser seguido, que se expressa em conceitos e leis.

Teremos o bom senso de não ambicionar logo de início, uma cura de 3° nível, uma vez que nossos pacientes não expressam seus pensamentos senão por algumas atitudes, através da interpretação de seus donos. Se conseguirmos aliviar seus males visando uma cura de 1° nível já será uma satisfação para nós, mas não o motivo de nos acomodarmos por aí.

Seguiremos tentando dentro do bom senso, e dentro das leis de cura, nos guiando pelas leis de HERING (a cura se inicia de cima para baixo, de dentro para fora, na ordem inversa do aparecimento dos sintomas), e seguindo as 12 observações prognósticas de KENT. Vale lembrar:

1ª Observação - agravação prolongada e aniquilamento final do enfermo. O medicamento está errado, devemos modificá-lo, evitando potências altas.

2ª Observação - após persistente agravação, lenta melhoria. Há esperança que o remédio esteja correto, mas dependendo do quanto à energia vital foi desviada, há agravações que demoram muito, é preciso ter muita paciência.

3ª Observação - agravação rápida, curta e forte, seguida de rápida melhoria do enfermo. A melhoria tende a ser duradoura, pois neste caso o desequilíbrio foi somente energético, não estrutural.

4ª Observação - há o restabelecimento sem nenhuma agravação. Neste caso, poderá haver cura sem agravação, pois não havia ainda uma enfermidade orgânica, acontecendo principalmente em afeccões agudas, devendo-se evitar potências altas.

5ª Observação- a melhoria vem primeiro, e a agravação segue depois. O medicamento está equivocado, sendo muito superficial, e foi apenas paliativo.Também pode ser que o paciente seja incurável, e o medicamento só agirá por algum tempo (a compreensão do paciente incurável no sentido homeopático, merece um estudo à parte, posteriormente).

6ª Observação - alívio muito curto dos sintomas. O ideal é o medicamento que provoca uma melhoria gradual dos sintomas, garantindo uma recuperação permanente. Uma melhoria muito curta significa que o desequilíbrio energético não foi superado, e a enfermidade avança. Nos casos crônicos, pode significar que muitos órgãos já estejam muito deteriorados, em precária situação (e às vezes isto não é percebido ao exame clínico).

7ª Observação - uma melhoria total dos sintomas, mas sem alívio particular do enfermo. Neste caso, há alterações orgânicas mais graves, que são aliviadas, mas não se atinge o modo de ser do paciente.Ele só encontra alívio com os medicamentos homeopáticos, ainda não é a cura.

8ª Observação - alguns enfermos comprovam ou reexperimentam os medicamentos prescritos. São os hipersensíveis. Neste caso, deve-se evitar potências altas.

9ª Observação - ação dos medicamentos sobre os experimentadores. O paciente são desenvolve sintomas ao ingerir um medicamento. Sintomas estes, próprios de sua individualidade, junto àqueles provenientes da ação do medicamento.

10ª Observação - surgem novos sintomas após a administração do medicamento. A prescrição foi incorreta, deve-se rapidamente modificar o medicamento.

11ª Observação - reaparecimento de sintomas antigos - demonstra que a enfermidade crônica é curável, a partir do retorno de antigos sintomas que haviam desaparecido. Não devemos alterar a medicação ou potência. O segredo é a paciência.

12ª Observação - os sintomas tomam direção equivocada. Neste caso, o medicamento está errado, e o desequilíbrio energético pode aumentar, aprofundando a enfermidade. É necessário antidotar imediatamente.

O homeopata deve ser sempre sensato, paciente, e sempre “plugado” no que o dono do animal relata, nunca subestimando suas queixas, achando que é preocupação em demasia. É sempre melhor pecarmos por excesso de preocupação, do que pela omissão. Também devemos nos acostumar a andar sempre com um caderno de anotações, e escrevermos todas as observações, não confiando na “boa memória”.

Nossas mentes estão sempre repletas de idéias, proveitosas ou não. É impossível “salvar” tudo, como num imenso “back up”. Por isso, os melhores amigos do homeopata ainda são: olhos e ouvidos atentos, lápis e papel sempre à mão.

Uma Análise Comparativa Entre Seres Humanos e Animais do Ponto de Vista Emocional /Mental

 Como nós, veterinários, não podemos contar com as palavras, temos de desenvolver habilidades de percepção.

Temos de superar as dificuldades técnicas ligadas às diferentes aptidões dos proprietários perceberem ou não a fonte dos problemas de seus animais, assim como ter sensibilidade para captar os estilos de personalidade, os sentimentos alterados e as defesas de nossos ecléticos pacientes.

Tudo isso, é claro, após filtrarmos cuidadosamente os relatos, detectarmos as possíveis noxas desencadeantes e percebermos como realmente são e do que sofrem nossos amigos.

Observação: explicação dos símbolos:

 < agravação; > melhoria.

 Pacientes sensíveis, somatizam:

Sensível, hipersensível; agravações (mentais ou gerais) que se repetem (idiossincrasias); sintomas mentais; Assustado<; Choro<; Cólera <; Irritabilidade < ; Magnetizado < ; Sobressalto < ; Suprimidos ou retrocedidos sintomas mentais, agg após doenças de pele ou hemorróidas; Tempestades c/ vários trovões.

Pacientes, conversão:

Convulsões; Histeria; Tremores; Tiques (estremecimentos, movimentos repetidos); Desmaios; Ilusões (nos animais, ficam perseguindo o rabo, a sobra, moscas invisíveis, latindo para o nada, automutilação)

Paciente adulador:

Desta forma, aprendemos a observar o animal, desde o momento que ele põe a patinha no consultório, deixando para um segundo momento o cumprimento ao responsável. Obtemos algumas impressões no primeiro olhar atento: Adulador; adulado; Obstinado-amável; Alardeador (fanfarrão); Fastidioso.

Paciente cauteloso:

Alheio, deslocado, distante; amedrontado; aproximação das pessoas, agg; medo –próximos; desconfiado; timidez- envergonhado; olhem, não suporta que; reservado.

Paciente superior:

Abusado; Insolência; Desejo-observado; Duro-inferiores; Arrogante; Impertinência; Ditatorial; Brusco; Desdenhoso; desafiante; Presunçoso; Descontente; Pomposo.

Paciente com sentimentos negativos:

Amargurado; Ameaçante; Desafiante; Amuado,outros; crítico; Cólera; Irritabilidade; Desagradável; Escapar, tenta; Esconder-se, desejo de; Ansiedade extrema, agg; Cia av. estranhos; Inquietude; Atormenta todos; Exigente; Hipocondria; Inamistoso(hostil); Humor alternante, mutável; Impaciência; Litigioso; Mau-humorado; Rudeza Automatismos; Exuberância(geralmente sexual, masturbam-se, querem agarrar qualquer perna, após uma falsa simpatia ostensiva) ;

Peculiaridades:

 - Observador livre de preconceitos;

 - Relato espontâneo do cliente;

 - Interrogatório homeopático.

Colunista Portal - Educação
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